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Células tronco mesenquimais como anti-inflamatórias: implicações para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne

USA - os autores fazem uma revisão das propriedades anti-inflamatórias das células tronco mesenquimais e a possibilidade de sua utilização na distrofia muscular de Duchenne; nesta forma da doença os cortícóides, que são anti-inflamatórios, são a melhor opção de tratamento.

No meio da revisão eles descrevem um caso de Duchenne com 23 anos e que recebeu tratamento com células tronco de três origens diferentes (endometrial, cordão umbilical e placentária) por via venosa e intramuscular. Com este tratamento houve melhora da força dos membros superiores e pescoço, melhora da função pulmonar, redução do número de infecções respiratórias, ganho de peso e aumento da expressão da distrofina (acima de 50%). Não é um estudo clínico e nem há uma observação independente mas os resultados neste caso foram surpreendentes.

O resumo em inglês e parte do artigo pode ser lido abaixo:

(Cellular Immunology, 2009) Mesenchymal Stem Cells as Anti-inflammatories: Implications for Treatment of Duchenne Muscular Dystrophy

1Thomas E. Ichim, 2Doru T. Alexandrescu, 3Fabio Solano, 3Fabian Lara, 4Rosalia De Necochea Campion, 5Eugenia Paris, 6Erik J Woods, 7Michael P Murphy, 8Constantin A Dasanu, 9Amit N Patel, 10Annette M Marleau, 1*Neil H. Riordan

1Medistem Inc, San Diego, USA; 2Georgetown Dermatology, Washington DC, USA;3Institute for Cellular Medicine, Panama City, Panama; 4University of California, San Diego, California; 5Hospital CIMA, San Jose, Costa Rica; 6General Biotechnology, Indianapolis, Indiana; 7Division of Medicine, Indiana University School of Medicine, Indiana, USA; 8Department of Hematology and Medical Oncology, St Francis Hospital and Medical Center, Hartford, CT; 9Dept of Cardiothoracic Surgery, University of Utah, Salt Lake City, Utah, USA; 10Department of Surgery, University of Nebraska Medical Centre, Omaha Nebraska

Duchenne muscular dystrophy (DMD) is a lethal X-linked musculodegenerative condition consisting of an underlying genetic defect whose manifestation is augmented by inflammatory mechanisms. Previous treatment approaches using gene replacement, exon-skipping or allogeneic cell therapy have been relatively unsuccessful. The only intervention to mediate improvement in survival, albeit minor, is glucocorticoid treatment. Given this modality appears to function via suppression of underlying inflammation; we focus this review on the inflammatory response as a target for mesenchymal stem cell (MSC) therapy. In contrast to other cell based therapies attempted in DMD, MSC have the advantages of: a) ability to fuse with and genetically complement dystrophic muscle; b) possess anti-inflammatory activities; and c) produce trophic factors that may augment activity of endogenous repair cells. We conclude by describing one practical scenario of stem cell therapy for DMD.

...."Case Report of Stem Cell Therapy for DMD

We report a case study of a 23 year old male diagnosed with DMD at age 3, who manifested a progressive decrease in muscular strength and became wheelchair bound at age of 12. Supportive treatment with intermittent courses of prednisone, pain management, along with physical therapy was provided. Frequent respiratory infections secondary to a poor respiratory effort with decrease clearance of the secretions were managed with standard antibiotic therapy. On August 5-14th, 2008, the patient was treated with a combination of ERC and CD34 umbilical cord blood, mixed lymphocyte reaction-matched positive cells,subsequently on November 25-28, the patient received another course of therapy including placental matrix derived mesenchymal stem cells (Table 1). Cells were prepared and administered as previously described by us [148, 149]. No adverse events were associated with the stem cell infusion. A significant increase in muscle strength occurred in all the muscle groups, and was accompanied by an increase in the functional capacity of the patient. Thus, a pre-transplantation strength of 2-2.5/5 in the neck, shoulder, upper, and lower extremities began to improve after each of the two stem cell administrations, and reached a final 4/5 level 1 month after second transplantation treatment. The increments in muscle strength after the two stem cell administration appeared to be additive, with most benefit recorded after the second. Upper extremity improvement in strength evolved from the incapacity to lift against
gravity before the transplantation towards the ability to lift 2 lbs weights after the procedure. Trunk balance and strength were also markedly improved. The patient gained 20 lbs, along with an increased general activity level. The frequency of respiratory infections decreased from 3-4/year before stem cell therapy to none. The inspiratory effort improved from -32 to -40 cm H20. A muscle biopsy taken in January 2009 demonstrated normal (>50%, normal = 50-100% expression of normal-molecular size) levels of muscular dystrophin. The improvement in muscular strength, clinical respiratory function, and general level of activity are maintained to date.
To our knowledge this is the first report of profound dystrophin expression occurring in a non-ambulatory DMD patient after ERC treatment .......

Fonte: http://distrofiamuscular.net/noticias.htm

 

Tradução do trecho relativo ao estudo de caso. Não há, todavia, confirmação se o rererido texto foi ou não publicado.

Relato de caso: terapia com células-tronco aplicada a pacientes com DMD

Relatamos aqui o estudo de caso de um jovem de 23 anos, diagnosticado com DMD aos 3 anos de idade, que manifestou uma progressiva diminuição na força muscular e tornou-se dependente de cadeira de rodas aos 12 anos de idade.

O paciente recebia cuidados de suporte com o uso intermitente de prednisona, tratamento contra dor, e fisioterapia. As infecções respiratórias frequentes, resultantes do fraco esforço respiratório associado à diminuição da capacidade em eliminar secreções, foram tratadas com terapia de antibióticos padrão.

No período de 5 a 14 de agosto de 2008, o paciente foi tratado com uma combinação de células regenerativas endometriais (ERC) e linfócitos CD34+ provenientes de sangue do cordão umbilical. Posteriormente, de 25 a 28 de novembro, recebeu uma nova série incluindo células-tronco obtidas de matriz placentária (Tabela 1). As células foram preparadas e administradas como descrito. [148, 149]

Não houve eventos adversos associados à infusão de células-tronco. Houve um aumento significativo na força muscular em todos os grupos musculares, acompanhado por um aumento na capacidade funcional do paciente.

Assim, uma força anterior à implantação de 2-2.5/5 no pescoço, ombros, membros superiores e inferiores, aumentou após cada uma das duas administrações de células-tronco, e chegou a uma valor final de 4/5 um mês após o segundo tratamento de transplante. Os incrementos na força muscular após as duas administrações de células-tronco pareceu incremental, com maior benefício registrado após a segunda administração.

A força das extremidades superiores passou, de conseguir elevar contra a gravidade antes do primeiro transplante, para conseguir levantar pesos de 0,91 kg após o procedimento. O equilíbrio e a força do tronco também foram significativamente melhorados. O paciente ganhou 9,07 kg, e um maior nível de atividade geral.

A frequência das infecções respiratórias diminuiu de 3 a 4 ao ano antes da terapia com células-tronco, a nenhuma após o tratamento. O esforço inspiratório melhorou de -32 para -40 cm de água.

Uma biópsia muscular tomada em janeiro de 2009 mostrou níveis normais de distrofina (>50%, normal = 50-100%). A melhora da força muscular, função respiratória, e do nível geral de atividade manteve-se constante até a presente data.

Até onde temos conhecimento, esta é a primeira vez que se relata uma ampla expressão de distrofina ocorrendo em um paciente de DMD tratado com ERC e que já não deambulava.

Tradução : Marcelo D. P. de Oliveira. contato: trad.mdpo"arroba"gmail.com