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Dados apresentados no Congresso da Sociedade Internacional de Músculo sugerem que Ataluren reduz perda da habilidade de caminhar em pacientes com distrofia muscular de Duchenne/Becker que com mutação do tipo “nonsense”

Dados de crucial importância apresentados no Congresso da Sociedade Internacional de Músculo sugerem que o Ataluren reduz a velocidade da perda da habilidade de caminhar em pacientes com distrofia muscular de Duchenne/Becker que apresentam mutação do tipo “nonsense”.

- Alteração média de 29,7 metros na distância do teste da caminhada de seis minutos (6MWD) em comparação com placebo em 48 semanas;

- Resultados de segurança mostram que a droga é geralmente bem tolerada;

- Dados serão a base para o diálogo com as autoridades regulatórias;

SOUTH PLAINFIELD, NJ – 15 de outubro de 2010 – A PTC Therapeutics Inc. anunciou hoje que as análises dos dados de eficácia da fase 2b dos testes clínicos com o Ataluren sugerem que ele reduz a velocidade da perda da capacidade de caminhar em pacientes com distrofinopatias que apresentam mutações do tipo nonsense um grupo de doenças que inclui as distrofias de Duchenne e Becker (nmDBMD). Os dados foram apresentados no Congresso da Sociedade Internacional de Músculo, em Kumamoto, Japão, e serão a base para o diálogo com a Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) e autoridades regulatórias europeias, no quarto trimestre de 2010.

Desde o término do teste clínico fase 2b, temos trabalhado zelosamente com investigadores e consultores especializados para analisar detalhadamente todo o conjunto de dados. Estamos muito satisfeitos que os resultados das análises têm sugerido que o Ataluren produziu benefícios clinicamente significativos aos pacientes com distrofinopatias que apresentam mutação do tipo nonsense” ,disse o Dr. Stuart Peltz, presidente e CEO da PTC Therapeutics. “Iniciamos diálogos com as autoridades regulatórias para continuar nossos esforços para a trazer o ataluren para os pacientes”.

O objetivo principal de avaliação era a alteração na distância do teste da caminhada de seis minutos (6MWD), em comparação à distância de referência em 48 semanas. Os dados mostraram uma diferença média de 29,7 metros na distância do teste 6MWD quando o Ataluren (dosagens 10-, 10-, 20-mg/kg) é comparado ao placebo.

O resultado é consistente com os 30 metros de diferença – hipótese do estudo - e com a alteração média no teste de 6MWD observada em testes clínicos para fins de registro de drogas aprovadas para outras doenças. A análise estatística pré-especificada requeria uma correção posterior, a qual resultou em um p-valor de 0,058. Os resultados do teste 6MWD mostraram também que não houve diferença entre alta dose, Ataluren (20-, 20-, 40-mg/kg), e placebo.

A descoberta da ocorrência de melhora com baixas doses do Ataluren, em comparação ao placebo - mas não com alta dose - é consistente com análises subsequentes de dados não clínicos, os quais sugerem uma curva de resposta de dose na forma de sino, como um efeito de classe das drogas que promovem supressão nonsense.

Uma análise do tempo transcorrido para que ocorresse uma piora de 10% no teste 6MWD, indicou que pacientes que recebiam Ataluren experimentaram uma redução estatisticamente significante na progressão da doença. Ao fim das 48 semanas, somente 26% dos pacientes tratados com Ataluren (10-, 10-, 20-mg/kg) apresentaram melhoras quando comparados com 44% dos pacientes tratados com placebo (p=0. 039). Uma análise de subgrupo mostrou que as mudanças médias no teste 6MWD foram consistentemente melhores nos pacientes recebendo Ataluren (10-, 10-, 20-mg/kg), quando comparados àqueles que receberam placebo, por subgrupos de idade, uso de corticosteroides e referência do teste 6MWD.

Conforme medições obtidas por testes periódicos de função, os resultados do teste 6MWD também foram apoiados por tendências positivas na função muscular dos pacientes recebendo Ataluren (10-, 10-, 20-mg/kg), quando comparados aos pacientes que receberam placebo. Como um objetivo exploratório, a avaliação da expressão da proteína distrofina foi adicionalmente incluída neste estudo. Entretanto, e devido em parte às limitações técnicas do ensaio, não foi possível estabelecer uma relação entre o teste 6MWD – uma medida do benefício clínico – e a expressão de distrofina.

Resultados de segurança mostraram que o Ataluren foi de uma forma geral bem tolerado, e os eventos adversos foram semelhantes em todos os braços do estudo. Nenhum dos pacientes descontinuou o tratamento devido a efeitos adversos, que foram raros e não relacionados ao Ataluren.

Pela primeira vez tais resultados sugerem que uma terapia que ataca a causa subjacente da doença pode reduzir a perda da habilidade de caminhar, sintoma clínico primário da distrofinopatia”, disse o Dr. Richard Finkel, diretor do programa neuromuscular do Hospital Infantil da Filadélfia. “A variabilidade do início dos sintomas e a progressão da doença nas distrofias de Duchenne e Becker, fazem com que avaliar benefícios clínicos de tratamentos experimentais seja uma tarefa desafiadora. Todavia, os dados do Ataluren fornecem evidências encorajadoras da existência de benefícios clínicos em pacientes cujos prognósticos são pobres, mesmo com os tratamentos paliativos atualmente disponíveis”.

Sobre o teste clínico fase 2b

O primeiro estudo clínico fase 2b em pacientes com Duchenne e Becker, randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, para fins de registro, foi elaborado para avaliar a segurança e a eficácia do Ateluren em pacientes com Duchenne e Becker com mutação do tipo nonsense (nmDBMD). O estudo arrolou 174 pacientes do sexo masculino ainda deambulando, com no mínimo cinco anos de idade, e vindos de 37 localidades da América do Norte, Europa, Austrália e Israel.

O critério principal de avaliação foi a alteração no teste 6MWD ao longo de 48 semanas. Esse teste resulta em uma medida da deambulação clinicamente significativa e validada, refletindo melhoras na resistência e na atividade física como um todo. Outro resultado medido incluiu avaliações de função e força muscular, e a expressão de distrofina. Foram também monitorados parâmetros de segurança e de conformidade.

Os participantes foram sorteados para um dos três braços do estudo, e receberam diariamente:

- Ataluren: 10 mg/kg pela manhã, 10 mg/kg ao meio-dia, 20 mg/kg à noite;
- Ataluren: 20 mg/kg pela manhã, 20 mg/kg ao meio-dia, 40 mg/kg à noite;
- Placebo: manhã, meio-dia, noite.

Sobre o Ataluren

Nova droga experimental descoberta pela PTC Therapeutics, o Ataluren é um tratamento para a restauração de proteínas, elaborado para permitir a formação de proteínas funcionais em pacientes com doenças genéticas causadas por mutações do tipo nonsense. Uma mutação nonsense é uma alteração no código genético que interrompe prematuramente a síntese de uma proteína essencial, resultando em uma doença caracterizada por qual proteína não pode ser expressada em sua totalidade, e não é mais funcional, como ocorre com a distrofina nas distrofias de Duchenne e Becker com mutação do tipo nonsense (nmDBMD).

A FDA e a Comissão Europeia concederam à Ataluren a designação de “droga órfã” para o tratamento das nmDBMD, e da fibrose cística causada por mutação nonsense. A FDA também concedeu à Ataluren a designação “Subparte E” para desenvolvimento, avaliação, e marketing acelerados, e a designação “Fast Track” para acelerar o desenvolvimento de um tratamento para distrofinopatias causadas por mutações tipo nonsense.

O desenvolvimento do Ataluren tem sido apoiado por doações da Fundação para o Tratamento da Fibrose Cística (afiliado sem fins lucrativos da Fundação para a Fibrose Cística); Associação Americana de Distrofia Muscular; Escritório de Desenvolvimento de Produtos Órfãos da FDA; Centro Nacional de Pesquisa de Recursos; Instituto Nacional Norte-Americano do Coração; Projeto Parent Project Muscular Dystrophy.

Tradução : Marcelo D. P. de Oliveira. contato: trad.mdpo"arroba"gmail.com

Fonte: http://ptct.client.shareholder.com/releasedetail.cfm?ReleaseID=518941